Novos Óculos!

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Novos óculos à lá Anderson Silva.

Depois de meses com a namorada inconformada por eu usar um óculos velho (e que me fazia assistir filmes olhando de banda), comprei finalmente óculos novos.

Apesar de não ter piorado minha visão, minhas lentes orgânicas ficaram amareladas e, segundo o oftalmo, tortas, de tanto ajeitar no meu rosto. Mas além de facilitar minha vida enxergando bem as placas dos ônibus (tem sido um suplício!), há outro ganho.

Me foi recomendado usar lentes anti-reflexo. Fiquei intrigado, porque, que soubesse, só precisava desse tipo de lente quem iria dirigir. Mas as moças das óticas me disseram que ajuda a relaxar a vista cansada de quem passa o dia na frente do computador. Nem pensei duas vezes. Aliás, pensei sim.

Thank you, Crizal!

O preço dos tratamentos anti-reflexo oferecidos nas redes de óticas era muito alto. Quase desisti, já que o conjunto iria sair por mais de 600 reais.

Sorte que a funcionária de uma ótica oferece o Crizal, que é ao mesmo tempo um tratamento anti-riscos e anti-reflexo; e ainda saiu mais barato que todos os outros.

Se você vai comprar óculos novos e está procurando esses tratamentos na sua lente, é uma opção em conta. ;)

Análise do jornal Correio da Manhã

Correio da Manhã

Capa da versão impressa do Correio da Manhã (Photo credit: Wikipedia)

O jornal português Correio da Manhã é um jornal que pode ser entendido como “popular”: com predominância de notícias “hard news” e temas mais voltados ao cotidiano da população. A versão impressa do jornal é feita em formato tabloide, formato este que na Europa é vinculado a jornais sensacionalistas, frequentemente contendo algum conteúdo picante. Nota-se também que o jornal faz uso do modelo clássico de portais: notícias julgadas importantes no topo da página, acompanhadas de fotos grandes; seguidas na parte de baixo por pequenas apresentações de manchetes das editorias. Pelo widget com as últimas publicações e fazendo uma comparação com outros portais semelhantes, como o Diário de Notícias, percebe-se que há uma frequência razoável de publicações.

Sendo um jornal que se apresenta como de interesse geral, a estratégia faz sentido, mas não deixa de ser conservadora. Em um meio em que os novos grandes nomes são redes de blogs especializados como Gawker Media, manter os esquemas de interesse geral faz parecer que o jornal quer manter o público cativo. A ênfase em reforçar nos leitores a leitura da versão impressa dá mais base a esta conclusão.

Então é de se esperar que os pontos futuros da análise apontem para o conservadorismo? A resposta é sim. No site o uso de multimídia é lugar comum, comparado a outros jornais: fotos profissionais ilustram matérias, vídeos não produzidos pelo próprio veículo são expostos a título de entretenimento e infográficos apenas razoáveis completam a paleta de mídia. Não há suporte há apresentações do tipo Slideshare (nem proprietárias nem externas) e não há produção própria de vídeos. Percebe-se também que o departamento de arte não é dos mais competentes.

O conservadorismo persiste nas capacidades de interação. Lugar comum entre grandes e pequenos webjornais, os meios de interação com a equipe do site são os comentários nas notícias e através de formulário de e-mail. As mídias sociais exibidas no site são apenas Twitter e Facebook, não havendo sequer uma lista dos perfis profissionais dos jornalistas. E não foi detectada interação com os seguidores nestes sites.

Mídias sociais que são usadas de maneira pobre. Os perfis do jornal tanto no Facebook quanto no Twitter são de noticiação geral. Não existem perfis específicos para as editorias, para um melhor tratamento dos tópicos e personalização de notícias.

Também não há nenhuma espécie de associação hipertextual para construção das notícias. Não existem dentro dos textos das notícias links para relatorias de agencias reguladoras nem outros sites noticiosos. Uma prática comum na TV evita citar marcas ou veículos terceiros para evitar fazer propaganda não proposital. É de se especular se não há uma continuidade desta prática da mídia de massa no site do Correio da Manhã.

Percebe-se então que o Correio da Manhã é um site “perfeitamente razoável”.  A ironia aparece quando se percebe que são justamente os sites razoáveis que estão enfrentando situação periclitante para sobreviver. Como dito antes, atores inovadores como Gawker Media e Huffington Post inovaram ao trazer para sua metodologia de criação uma rede de autores externos ao veículo e ao tornar os comentaristas construtores secundários do conteúdo.

Atentando ao que aconteceu com os veículos de imprensa na Europa e nos EUA que não inovaram antes que viessem à bancarrota, pode-se especular um futuro ruim para o site do Correio da Manhã.

Adobe Master Class: Illustrator – Melhorando as habilidades de ilustração

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Wow! Este livro parece incrível! A curadora, Sharon Milne, é muito ativa no DeviantArt e no incrível site de tutoriais da Envato, Tuts+. O livro contém tutoriais de ilustradores que eu admiro muito, como Jared Nickerson e Cristiano Siqueira (aka CrisVector), e obras de arte de Nabhan Abdulatiff e Rubens Cantuni (aka Tokyo Candies). Vou comprar com certeza e escrever uma resenha. Parece promissor! :)

À venda na Amazon.

O consumo de conteúdo digital e sistemas de recomendação nas mídias sociais

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Painél do Pinterest (Photo credit: cambodia4kidsorg)

Todos os dias os usuários do Twitter postam mais de 500 milhões de tweets. Junto aos pins que os milhões usuários do Pinterest publicam, é uma quantidade enorme de conteúdo inserido diariamente na internet. Mas uma observação cautelosa mostra uma peculiaridade: mais de 80% do conteúdo diário do Pinterest são repins, republicações. Não admira que menos da metade dos usuários da internet, 45% deles, publicaram fotos feitas por eles mesmos e que apenas 18% publicaram vídeos que tenham feito. Estas estatísticas nos permitem dizer que o número de criadores de conteúdo na internet é menor que os de curadores, e ambos são menores que o número total de consumidores passivos, embora os primeiros estejam contidos neste último grupo. Assim, se a maior parte dos usuários da internet é composta de consumidores de conteúdo digital, facilitar a descoberta de conteúdo relevante seria uma forma adequada de manter o usuário visualizando o site por mais tempo.

Ciente disso, o Pinterest criou, em janeiro de 2013, a ferramenta “News”. Ela mostra ao usuário painéis onde seus pins foram recentemente repinados, criando uma exposição de conteúdo potencialmente relevante. Ao explorar o conteúdo destes painéis, o usuário poderia descobrir novos painéis para seguir, aumentando assim seu engajamento ao site.

O Twitter já havia criado uma ferramenta parecida em dezembro de 2011. A ferramenta “Descobrir” é uma aba que fica no topo da página inicial do usuário. Segundo o próprio Twitter, ela “torna mais fácil descobrir informações que lhe interessam sem precisar seguir contas adicionais“. Em maio de 2012, ela foi aperfeiçoada para mostrar tweets expandidos e conteúdo multimídia, baseados nas conexões, localização e linguagem do usuário. O grande trunfo é que a aba Descobrir e os tweets expandidos trazem para o fluxo de informações do Twitter tudo que ele não foi projetado para exibir: fotos, vídeos, conteúdos sobre localização e outros conteúdos de aplicações; conteúdos estes, que como já dissemos, geram mais engajamento do usuário com o site.

Este é um tipo de ferramenta que outras mídias sociais têm desenvolvido de forma semelhante. Há tempos os usuários do Facebook são assediados no site para “curtir” páginas terceiras e iniciar laços sociais com outros usuários. E no site de artistas gráficos deviantArt, em outubro de 2012, foi implementada a “More Like This”, em caráter de testes. A ferramenta funciona de forma parecida com a do Twitter, descobrindo através do conteúdo já publicado e das conexões feitas, novos conteúdos gráficos ou artistas similares. Portanto, esta breve análise sugere que é crescente o uso de ferramentas de recomendação de conteúdo.

Concluindo a seguir nossa análise, percebemos que estamos diante de duas grandes mídias sociais que tem bom potencial de crescimento a curto e médio prazo.