Gordofobia na pauta ambiental. Um erro de pensamento na raiz de tudo.



Certo, mas quanta proteína?

Que texto falacioso esse abaixo. Poucas vezes um texto me deixou tão desapontado em termos científicos.

A ideia básica do texto abaixo é a de que o aumento dos índices de obesidade nas próximas décadas elevará a demanda energética alimentícia no mundo todo, equivalendo ao acréscimo de 500 milhões de pessoas no mundo. Portanto os formadores de políticas públicas deveriam levar em consideração “considerem o peso, assim como o tamanho das populações, quando planejarem medidas para enfrentar a escassez mundial de recursos”, diz o professor Ian Roberts, que completa com a seguinte afirmação: “Todo mundo sabe que a população ameaça a sustentabilidade, e nosso estudo mostra que a obesidade também é uma grande ameaça. Se não tratarmos das duas coisas, nossas chances serão escassas”.

Ou seja: consumir fontes energéticas em demasia é ruim para a sobrevivência da espécie humana no longo prazo. E os culpados são os obesos.

Aqui entra minha náusea.

Considere por outro lado os atletas profissionais, que consomem alimentos refinados para o desempenho esportivo. Quantos potes de albumina e outros suplementos os halterofilistas não consomem pra produzir seus corpos esculpidos?

O problema não é estar acima do peso porque o “aumento da obesidade significa mais demanda de energia porque é necessário mais dela para mover um corpo pesado”, a raiz do problema como um todo é o consumo excessivo de comida não por causa dos obesos, mas sim das pessoas de modo geral. Lembra-se daquele seu amigo que quer ter músculos enormes? Ele consome muito mais comida do que uma pessoa “normal” e não precisa de tudo aquilo pra continuar vivo. Sabe aquela sua amiga que come horrores, mas continua magra, talvez por ter um metabolismo acelerado? Ela também não precisa de tudo aquilo pra continuar viva. Todas essas pessoas consomem alimentos que poderiam ser direcionados para pessoas subnutridas.

Assim sendo, a melhor alternativa seriam as dietas de restrição calóricas. Com a queda da ingestão de calorias, a produção de alimentos poderia cair e assim nem a agricultura, a piscicultura e a agropecuária fariam tão mal ao mundo.

Considerado tudo isso: é esse tipo de argumentação que permeia muitos blogs ambientalistas. É esse tipo de sustentabilidade que queremos?

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