Sociedade de Consumo


O texto a seguir foi baseado em notas feitas sobre o livro Sociedade de Consumo, de Lívia Barbosa.

Para Baudrillard, shopping centers são a quintessencia da sociedade de consumo. (sxc.hu;Paul Lloyd)

A eficácia dos métodos tayloristas e fordistas de produção liberou os agentes de produção de horas de trabalho inúteis. Então, para que o sistema não ficasse ocioso, foi necessário, através do marketing e da publicidade, educar as pessoas a serem consumidores vorazes. A cultura do consumo foi catalisada pela necessidade de produção em massa da revolução industrial.

Para alguns acadêmicos, notadamente Baudrillard e Bauman, o termo cultura de consumo traz consigo uma série de atributos negativos como perda de autenticidade nas relações sociais, materialismo e superficialidade, entre outros. O termo também inclui a relação intima e quase causal entre consumo, estilo de vida, reprodução social e identidade, a estetização e comoditização da realidade, além de estabelecer o signo como mercadoria. A predominância do significado cultural como mercadoria tem papel crucial na reprodução do capitalismo contemporâneo.

“(…)o consumo extrapolou sua função de satisfação das necessidades e de reprodução social(..)”

Para Baudrillard, a sociedade de consumo é aquela em que o signo é a mercadoria. Por isto ele quer enfatizar o descolamento definitivo do valor de uso do valor de troca da mercadoria e sua associação exclusiva com o valor simbólico.

Para Bauman, a característica distintiva da sociedade de consumo não é o alto nível de consumo em si, mas a desvinculação deste de qualquer função pragmática ou instrumental. O prazer que os produtos proporcionam lhes confere legitimidade. Assim, “na sociedade do consumidor, o consumo é seu próprio fim e por conseguinte seu autopropulsor”.

Essa busca por prazer no consumo e na satisfação dos desejos pessoais acaba por gerar um grau de individualização crescente na sociedade, o que leva a “subjetivação e individualização dos riscos e contradições produzidos por instituições e pela sociedade. Em resumo, os individuos estão condenados a buscar soluções individuais para contradições sistêmicas. Uma tarefa impossível…, algo que desafia a lógica e não pode ser levado a cabo de uma maneira que lembre remotamente uma solução coerente e sistemática”.

Assim, o termo Sociedade de Consumo refere-se a um tipo de sociedade onde o consumo assumiu aspecto central nas relações pessoais, especialmente o consumo do signo, um valor estendido incutido pelos marketeiros e publicitários, e percebido pelos consumidores. Dizer que vivemos em uma sociedade de consumo significa que o consumo extrapolou sua função de satisfação das necessidades e de reprodução social, tornando-se um referencial que pode ser usado para discutir outros aspectos da realidade social.

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